De acordo com o Ministério da Educação (MEC) através do Conselho Nacional, no modelo de enquadramento das propostas de diretrizes curriculares, o perfil traçado para o profissional egresso dos Cursos de Engenharia Civil é o seguinte: Perfil Comum: Formação generalista, humanista, crítica e reflexiva, capacitado a absorver e desenvolver novas tecnologias, estimulando a sua atuação crítica e criativa na identificação e resolução de problemas, considerando seus aspectos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais, com visão ética e humanista, em atendimento às demandas da sociedade. Perfil Específico: Compreensão dos elementos e processos concernentes ao ambiente natural e ao construído, com base nos fundamentos filosóficos, teóricos e metodológicos da Engenharia e a aplicação desse conhecimento na busca do desenvolvimento social; domínio e permanente aprimoramento das abordagens científicas pertinentes ao processo de produção e aplicação dos conhecimentos adquiridos. Este egresso deverá possuir sólida formação para atuar como profissional da ciência da engenharia. Dessa maneira, o egresso do curso de Engenharia Civil do IFPA Campus Conceição do Araguaia deverá ser um engenheiro generalista, humanista, crítico, reflexivo, criativo, cooperativo, ético, apto a pesquisar, desenvolver, adaptar e utilizar novas tecnologias,com atuação inovadora e empreendedora, capaz de reconhecer as necessidades dos usuários, formulando problemas a partir dessas necessidades e de oportunidades demelhorias para projetar soluções criativas de Engenharia, com transversalidade em sua prática, considerando os aspectos globais, políticos, econômicos, sociais, ambientais, culturais e capaz de atuar e adaptar-se às novas demandas da sociedadee do mundo do trabalho com postura isenta de qualquer tipo de discriminação e comprometido com a responsabilidade social e o desenvolvimento sustentável. O conjunto das áreas que o compõem e caracterizam o curso de Engenharia Civil contribui para desenvolver habilidades necessárias à uma formação mais abrangente e integrada aos campos que requerem a transversalidade do conhecimento. Para isso, o curso prever a realização de fóruns com empresas, profissionais atuantes na área da Construção Civil e Engenheiros Civis para discussões sobre o surgimento de novas tecnologias, seja pelas transformações socioeconômicas e/ou ambientais. As dificuldades ou facilidade de inserção do Egresso no mercado de trabalho, reflete em parte o curso no qual esse foi formado. Pensando nisso, para que o curso possa se integrar as mudanças frequentes do mercado, faz-se necessário que o egresso seja acompanhado. Isso porque, esses são fontes de dados e informações que contribui para formação mais real do perfil do Egresso e para a autoavaliação docurso e consequentemente da Instituição IFPA Campus Conceição do Araguaia. Nesse sentido, o curso de Engenharia Civil, fará parte do Programa de Acompanhamento do Egresso do IFPA Campus Conceição do Araguaia. No qual, o acompanhamento dos egressos deve trazer no seu bojo a avaliação das condições de trabalho e de renda dos profissionais, o seu campo de atuação profissional, a avaliação que ele faz da instituição e do seu curso na condição de egresso e quais são suas intenções quanto à formação continuada.
São da competência do(a) Engenheiro(a) Civil:
a) trabalhos topográficos e geodésicos;
b) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção de edifícios, com todas as suas obras complementares;
c) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das estradas de rodagem e de ferro;
d) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das obras de captação e abastecimento de água;
e) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção de obras de drenagem e irrigação;
f) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das obras destinadas ao aproveitamento de energia e dos trabalhos relativos às máquinas e fábricas;
g) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das obras relativas a portos, rios e canais e dos concernentes aos aeroportos;
h) o estudo, projeto, direção, fiscalização e construção das obras peculiares ao saneamento urbano e rural;
i) projeto, direção e fiscalização dos serviços de urbanismo;
j) a engenharia legal; e
l) perícias e arbitramentos referentes à matéria das alíneas anteriores.
OBJETIVO GERAL
Garantir a formação de engenheiros e engenheiras civis com formação plena e generalista, com sólida base de conhecimentos científicos, dotados (as) de consciência ética, política, com visão crítica e global da conjuntura econômica, social, política e cultural da região onde atua e que possam atuar na concepção, planejamento, projeto, construção, operação e manutenção de edificações e de infraestruturas, podendo desempenhar, dentre outras inerentes à Engenharia Civil, as atividades de: supervisão, coordenação e orientação técnicas; estudo, planejamento, projeto e especificação; estudo de viabilidade técnico- econômica; assistência, assessoria e consultoria; direção, execução e fiscalização de obra e serviço técnico; vistoria, perícia, avaliação, arbitramento, laudo e parecer técnico.
O curso deve propiciar ainda as seguintes competências gerais aos discentes:
I- formular e conceber soluções desejáveis de engenharia, analisando e compreendendo os usuários dessas soluções e seu contexto:
a) ser capaz de utilizar técnicas adequadas de observação, compreensão, registro e análise das necessidades dos usuários e de seus contextos sociais, culturais, legais, ambientais e econômicos; e
b) formular, de maneira ampla e sistêmica, questões de engenharia, considerando o usuário e seu contexto, concebendo soluções criativas, bem como o uso de técnicas adequadas.
II- analisar e compreender os fenômenos físicos e químicos por meio de modelos simbólicos, físicos e outros, verificados e validados por experimentação:
a) ser capaz de modelar os fenômenos, os sistemas físicos e químicos, utilizando as ferramentas matemáticas, estatísticas, computacionais e de simulação, entre outras;
b) prever os resultados dos sistemas por meio dos modelos;
c) conceber experimentos que gerem resultados reais para o comportamento dos fenômenos e sistemas em estudo; e
d) verificar e validar os modelos por meio de técnicas adequadas.
III- conceber, projetar e analisar sistemas, produtos (bens e serviços), componentes ou processos:
a) ser capaz de conceber e projetar soluções criativas, desejáveis e viáveis, técnica e conomicamente, nos contextos em que serão aplicadas;
b) projetar e determinar os parâmetros construtivos e operacionais para as soluções de Engenharia; e
c) aplicar conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar projetos e serviços de Engenharia.
IV- implantar, supervisionar e controlar as soluções de Engenharia:
a) ser capaz de aplicar os conceitos de gestão para planejar, supervisionar, elaborar e coordenar a implantação das soluções de Engenharia.
b) estar apto a gerir, tanto a força de trabalho quanto os recursos físicos, no que diz respeito aos materiais e à informação;
c) desenvolver sensibilidade global nas organizações;
d) projetar e desenvolver novas estruturas empreendedoras e soluções inovadoras para os problemas; e
e) realizar a avaliação crítico- reflexiva dos impactos das soluções de Engenharia nos contextos social, legal, econômico e ambiental.
V- comunicar-se eficazmente nas formas escrita, oral e gráfica:
a) ser capaz de expressar- se adequadamente, seja na língua pátria ou em idioma diferente do Português, inclusive por meio do uso consistente das tecnologias digitais de informação e comunicação (TDICs), mantendo-se sempre atualizado em termos de métodos e tecnologias disponíveis.
VI- trabalhar e liderar equipes multidisciplinares:
a) ser capaz de interagir com as diferentes culturas, mediante o trabalho em equipes presenciais ou a distância, de modo que facilite a construção coletiva;
b) atuar, de forma colaborativa, ética e profissional em equipes multidisciplinares, tanto localmente
quanto em rede;
c) gerenciar projetos e liderar, de forma proativa e colaborativa, definindo as estratégias e construindo o consenso nos grupos;
d) reconhecer e conviver com as diferenças socioculturais nos mais diversos níveis em todos os
contextos em que atua (globais/locais); e
e) preparar-se para liderar empreendimentos em todos os seus aspectos de produção, de finanças, de pessoal e de mercado.
VII- conhecer e aplicar com ética a legislação e os atos normativos no âmbito do exercício da profissão:
a) das atividades de Engenharia na sociedade e no meio ambiente.
b) atuar sempre respeitando a legislação, e com ética em todas as atividades, zelando para que isto ocorra também no contexto em que estiver atuando; e
VIII- aprender de forma autônoma e lidar com situações e contextos complexos, atualizando-se em relação aos avanços da ciência, da tecnologia e aos desafios da inovação:
a) ser capaz de assumir atitude investigativa e autônoma, com vistas à aprendizagem contínua, à produção de novos conhecimentos e ao desenvolvimento de novas tecnologias. b) aprender a aprender.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Desenvolver novas práticas no ensino de Engenharia Civil;
- Promover o espírito crítico entre discentes e docentes, potencializando a criatividade e a curiosidade dos (as) estudantes;
- Estimular a inovação tecnológica com foco em soluções para a indústria da construção civil;
- Fornecer uma sólida formação nas áreas básicas das engenharias (Matemática, Física, Química, Mecânica, entre outras);
- Fornecer sólida formação nas ciências aplicadas da Engenharia Civil;
- Estimular a autonomia intelectual do aluno;
- Capacitar o (a) egresso (a) nas diferentes áreas da Engenharia Civil, de acordo com as aptidões, o interesse e o ritmo próprios de cada indivíduo;
- Formar profissionais da Engenharia Civil capazes de resolver problemas, definindo objetivos e metas, bem como adotando metodologias adequadas;
- Estimular a consciência da responsabilidade profissional nos âmbitos econômico, ambiental, social, político e cultural;
- Apresentar oportunidades aos alunos que revelem vocações para a carreira docente e para a pesquisa;
- Oferecer ao egresso a possibilidade de desenvolver uma formação continuada;
- Desenvolver habilidades para trabalho interdisciplinar e em equipe, considerando a gestão de pessoal como uma ferramenta de desenvolvimento;
- Desenvolver formas de expressão e comunicação compatíveis com o exercício profissional na Engenharia Civil, tanto em relação à documentação técnica, como nos relacionamentos interpessoais e intergrupais;
- Desenvolver condutas compatíveis com as legislações reguladoras do exercício profissional, assim como o respeito às regulamentações federais, estaduais e municipais, sob princípios de ética e de responsabilidade;
- Formar engenheiros (as) civis comprometidos (as) com as relações humanas, éticas, sociais e econômicas, capazes de viabilizar soluções para demandas e problemas que afetam a sociedade;
- Promover o desenvolvimento do senso de coletividade e respeito a diversidade;
- Formar profissionais com capacidade e aptidão para pesquisar, elaborar e propor soluções que permitam a harmonia das diversas atividades humanas com o meio físico e com os ecossistemas;
- Integrar ensino, pesquisa e extensão, oferecendo ao aluno a dimensão exata da sua vivência no Campus, estimulando as atividades extra instituição.
O Projeto Pedagógico do Curso de Engenharia Civil se baseia em metodologias ativas de aprendizagem, cuja principal característica é a inserção do discente como agente principal responsável pela sua aprendizagem, comprometendo-se com seu aprendizado. Nesse sentido as metodologias ativas surgem como proposta para focar o processo de ensinar e aprender na busca da participação ativa de todos os envolvidos, centrados na realidade em que estão Inseridos. Um dos objetivos das metodologias ativas de aprendizagem é incentivar que a comunidade acadêmica desenvolva a capacidade de absorção de conteúdos de maneira autônoma e participativa. Para tanto, o curso em diferentes disciplinas implementará práticas de ensino-aprendizagem baseada em projetos nos componentes curriculares, de forma isolada ou integrada entre os Componentes. Os professores poderão utilizar estratégias didático-pedagógicas que permitam, no âmbito do currículo, a articulação entre teoria e prática e a complementação dos saberes e habilidades necessários, a serem desenvolvidas durante o período de formação do aluno, como por exemplo: aulas expositivas e dialogadas, estudos de caso, estudos dirigidos, trabalho em grupo, seminários, exercícios práticos, atividades de campo, novas tecnologias (por ex. uso de celulares), resolução de problemas, Brainstorming (tempestade de ideias), fórum de discussões, e outras. Durante todo o curso os alunos também serão incentivados a realizar investigações sistematizadas, controladas e documentadas, precedidas por um projeto de pesquisa e/ou extensão e realizadas conforme os propósitos delineados nesses projetos. Os mesmos serão estimulados a divulgar a metodologia executada, bem como, os resultados obtidos em revistas científicas especializadas nacionais e internacionais, ou em eventos científicos. Estratégias como estas descritas acima poderão despertar o interesse dos alunos, facilitar a absorção de informação, estimular a reflexão, a autonomia no processo de aprendizagem, a acessibilidade metodológica (ausência de barreiras nos métodos, teorias e técnicas de ensino e aprendizagem) e a construção de Saberes. As metodologias e estratégias de ensino a serem utilizadas em cada semestre letivo serão definidas durante as atividades coletivas de planejamento das aulas. Nesse período, as tarefas a serem realizadas inclui tanto a previsão das atividades didáticas em termos de organização e coordenação em face dos objetivos propostos, quanto a sua revisão e adequação no decorrer do processo de ensino, seleção dos conteúdos a serem trabalhados, melhor forma de ensiná-los, avaliação do ensino- aprendizado, recuperações paralelas, como também, refletir sobre como consolidar os conhecimentos e aprendizados adquiridos pelos Professores. Para garantir a eficácia do modelo de ensino utilizado no curso, periodicamente professores e alunos, por meio do NDE e Colegiado do curso, terão autonomia para realizar avaliações contínuas da metodologia e estratégias de ensino adotadas, com o objetivo de readequação das práticas educativas de forma que sejam desenvolvidas as competências e habilidades necessárias para atender o perfil e os objetivos do curso.
O Programa de Assistência Estudantil no campus Conceição do Araguaia orienta as ações da Assistência Estudantil, visando o êxito dos discentes, o acesso, permanência e conclusão do curso, com vistas à inclusão social e prevenção da evasão escolar, considerando as diretrizes estabelecidas no Programa Nacional de Assistência e Estudantil-PNAES e o Decreto 7.234, de 19 de julho de 2010, e Resolução IFPA/CONSUP nº07/2020. O Programa de Assistência e Inclusão Social do Estudante é composto de ações e benefícios – tais como: Auxílio Moradia, Auxílio Alimentação, Auxílio Transporte, Auxílio Material Pedagógico, Auxílio Creche, Auxílio Medicamentos e Óculos – que assistirão os acadêmicos cujo êxito e permanência nos estudos estejam impedidos devido à sua carência. Para tanto, tornar-se-á público um edital para que os que estejam na condição de vulnerabilidade social e econômica se inscrevam, comprovando suas necessidades através de documentos que serão descritos no referido edital e possam concorrer ao(s) benefício(s) dentro das limitações orçamentárias doCampus. Da mesma forma, o estudante poderá ter acesso a ações de acolhimento ao discente como: na recepção dos calouros, acompanhamento de egressos e estágios, orientação profissional, orientação jurídica e assessoria a formatura. Por sua vez, os alunos poderão, também, participar de projetos desportivos e culturais previsto no calendário acadêmico, programa de monitoria de ensino e participação em editais de intercâmbios. O Programa de Monitoria proporcionará ao aluno o aperfeiçoamento de seu processo de formação e a melhoria da qualidade de ensino, ampliando dessa forma a participação dos estudantes na vida acadêmica, mediante atividades relacionadas ao ensino. Com o objetivo de suprir conhecimentos prévios necessários para o ingresso do discente no cotidiano acadêmico, de acordo com as necessidades detectadas pelos docentes e Coordenação do Curso, serão realizadas Ações de Nivelamento com objetivo de revisar conteúdos necessários ao desempenho acadêmico do discente; oportunizar o estudo de aspectos determinantes para o cotidiano da sala de aula e integrar o aluno na comunidade acadêmica. Além do mais, apoio pedagógico aos discentes, através de ações coordenadas entre a assessoria pedagógica e a assistência social, realizando atendimentos individuais e/ou coletivos sobre as dificuldades no processo de ensino aprendizagem, questões de relacionamento do professor para com aluno e vice-versa, questões de relacionamento aluno e aluno, indisciplina, ausência nas aulas, comportamento inadequado em ambiente escolar, em visitas técnicas e dúvidas quanto ao Regulamento Didático-Pedagógico da Instituição, Projeto Político Pedagógico e normas contidas neste PPC, dentre outros documentos institucionais.
ACESSIBILIDADE
Em atendimento ao disposto na LDB 9.394/96, (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional) Capítulo V, o qual se refere a Educação Especial, nos seguintes termos: Entende-se por educação especial, para os efeitos desta Lei, a modalidade de educação escolar, oferecida preferencialmente na rede regular de ensino, para educandos portadores de necessidades especiais. §1º Haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender as peculiaridades da clientela de educação especial. §2º O atendimento educacional será feito em classes, escolas ou serviços especializados, sempre que, em função das condições específicas dos alunos, não for possível a sua integração nas classes comuns do ensino regular (BRASIL, 1996, Art.58) Considerando também o Decreto Nº 7.611/2011, de 11 de novembro de 2011, que trata sobre a Educação especial, o atendimento educacional especializado, a Instituição está atenta ao disposto nessas regulamentações legais, a qual prevê que: A educação especial deve garantir os serviços de apoio especializado voltado a eliminar as barreiras que possam obstruir o processo de escolarização de estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação. Parágrafo 1º Para fins deste Decreto, os serviços de que trata o caput serão denominados atendimento educacional especializado, compreendido como o conjunto de atividades, recursos de acessibilidade e pedagógicos organizados institucional e continuamente, prestado das seguintes formas: I- complementar à formação dos estudantes com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento, como apoio permanente e limitado no tempo e na frequência dos estudantes às salas de recursos multifuncionais; ou II- suplementar à formação de estudantes com altas habilidades ou superdotação (BRASIL, 2011, Art. 2°). Ainda dentro das políticas de proteção dos direitos da pessoa com transtorno do Espectro Autista, a Lei Nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, estabelece o que considera como pessoa com transtorno do espectro autista, a pessoa portadora de síndrome clínica caracterizada na seguinte forma: I- deficiência persistente e clinicamente significativa da comunicação e da interação sociais, manifestada por deficiência marcada de comunicação verbal e não verbal usada para interação social; ausência de reciprocidade social; falência em desenvolver e manter relações apropriadas ao seu nível de desenvolvimento; II- padrões restritivos e repetitivos de comportamentos, interesses e atividades, manifestados por comportamentos motores ou verbais estereotipados ou por comportamentos sensoriais incomuns; excessiva aderência a rotinas e padrões de comportamento ritualizados; interesses restritos e fixos (BRASIL, 2012, Art. 1º). Considerando ainda que, no âmbito da Rede Federal de Educação Profissional e Tecnológica, os Institutos Federais dispõem da figura do NAPNE – Núcleo de Apoio a Pessoas com Necessidades Específicas – que surge através do Programa TECNEP (Programa de Educação, Tecnologia e Profissionalização para Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas) e está ligado à SETEC/MEC, sendo um programa que visa a inserção e o atendimento aos alunos com necessidades educacionais específicas nos cursos de nível básico, técnico e tecnológico em parceria com os sistemas estaduais e municipais, bem como o segmento comunitário. Diante desse exposto e prevendo esse atendimento especializado, o Campus Conceição do Araguaia, dentro de suas limitações estruturais, dispõe de acessibilidade que permite a circulação dos portadores de necessidades específicas a diferentes ambientes acadêmicos, por rampas com dimensões apropriadas aos cadeirantes e tem como proposta a viabilização do piso tátil em todo o campus para locomoção dos deficientes visuais que poderão ingressar na instituição, atualmente há piso tátil em uma parte do campus. A acessibilidade também é disponibilizada nos banheiros para que as funções orgânicas e de higiene pessoal possam ser efetuadas adequadamente, assegurando privacidade e mobilidade no uso desse ambiente. O acervo bibliográfico também disponibiliza de algumas obras adaptadas para a Linguagem Brasileira de Sinais (LIBRAS).
O Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Educacionais Específicas (NAPNE) do IFPA Campus Conceição do Araguaia, criado através de portaria é um setor propositivo e onsultivo que presta assessoramento em relação à educação inclusiva na Instituição aos alunos com deficiência, altas habilidades/superdotação, transtornos globais de desenvolvimento e outros transtornos de aprendizagem que necessitam do apoio e intervenção em função das necessidades educacionais específicas. O NAPNE possui as seguintes finalidades:
I- incentivar, mediar e facilitar os processos de inclusão educacional e profissionalizante de pessoas com necessidades educacionais específicas na instituição;
II- contemplar e implementar as Políticas Nacionais de Educação Inclusiva;
III- incentivar, participar e colaborar no desenvolvimento de parcerias com instituições que atuem com interesse na educação/atuação/inclusão profissional para pessoas com necessidades educacionais específicas;
IV- participar do Ensino, Pesquisa e Extensão nas questões relacionadas à inclusão de pessoas com necessidades específicas nos âmbitos estudantil e social;
V- promover a divulgação de informações e resultados de estudos sobre a temática, no âmbito interno e externo dos Campus, articulando ações de inclusão em consonância com a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica;
VI- promover a cultura da educação para a convivência, aceitação e respeito à diversidade;
VII- integrar os diversos segmentos que compõem a comunidade, propiciando sentimento de com responsabilidade na construção da ação educativa de inclusão na Instituição;
VIII- garantir a prática democrática e a inclusão como diretriz do Campus;
IX- buscar a quebra de barreiras arquitetônicas, educacionais, comunicacionais e atitudinais na Instituição;
X- promover capacitações relacionadas à inclusão de pessoas com necessidades educacionais específicas;
XI- contribuir para a implementação das políticas de inclusão no Campus através de projetos, assessorias e ações educacionais, na região de abrangência do Campus;
XII- contribuir na implementação de políticas de acesso, permanência e conclusão com êxito dos alunos com necessidades específicas;
XIII- estimular a cultura da inclusão na comunidade acadêmica, de modo que o aluno, em seu percurso formativo, adquira conhecimentos técnicos e também valores sociais consistentes, que o levem a atuar na sociedade de forma consciente e comprometida;
XIV- promover a educação para o exercício da cidadania, a convivência, a aceitação da diferença, quebra das barreiras atitudinais, educacionais e arquitetônicas;
XV- em conjunto com a assessoria pedagógica e o corpo docente, elaborar programa de atendimento aos estudantes com necessidades específicas do Campus, bem como auxiliar os professores a adequarem as suas aulas conforme o programa definido. Neste contexto, reforça-se que, para possibilitar o atendimento aos alunos com necessidades específicas (como pessoas com espectro autista, deficientes visuais, auditivos, mentais, entre outros), o IFPA Campus Conceição do Araguaia, através do NAPNE, dispõe de uma equipe de servidores composta por técnicos e docentes que atuam de forma multidisciplinar articulada para o atendimento, apoio e integração dos estudantes nas diversas modalidades de ensino ofertadas. Importante pontuar que a equipe multifuncional do NAPNE possui ainda pedagogo, psicólogo, psicopedagogo e tradutor intérprete. Esta equipe, dentre outras, tem como responsabilidade organizar espaços de acolhimento especializado com acessibilidade, promover discussões com temáticas voltadas para o reconhecimento do direito de acesso e permanência de alunos com necessidades específicas, elaborar e efetivar projetos de capacitação na área da Inclusão escolar para a comunidade acadêmica interna e externa ao Campus, isto é, garantir a permanência dos estudantes com necessidades educacionais específicas que ingressarem na Instituição via processo seletivo. Cada pessoa com deficiência é única e, portanto, cada caso será estudado pelo NAPNE e o colegiado do curso ou equipe de docentes com o intuito de prover os recursos didáticos-pedagógicos adequados/e ou adaptados à pessoa com deficiência. A experimentação será utilizada, pois esta permite observar como a ajuda técnica desenvolvida está contemplando as necessidades Percebidas. O campus Conceição do Araguaia dispõe os seguintes recursos didáticos-pedagógicos adequados e /ou adaptados à pessoa com deficiência: impressora em braille, acervo bibliográfico em braille, de softwares (DosVox e NVDA) além de produtos de tecnologia assistiva providenciados de acordo com as especificidades de cada componente curricular (para exemplificar tabela periódica tátil, matriz adaptada para deficientes visuais, mapas táteis e sonoros).
Os mecanismos de avaliação da aprendizagem devem preconizar o estabelecido no Regulamento Didático-pedagógico do Ensino em vigência no IFPA. Assim, a avaliação da aprendizagem deve ser um processo contínuo, gradual, cumulativo, sistemático e cooperativo, envolvendo todos os aspectos qualitativos e quantitativos da formação do educando, conforme prevê a Lei N° 9.394/96 e o Regulamento Didático-pedagógico do Ensino do IFPA.
O curso de Engenharia Civil do campus de Conceição do Araguaia do IFPA é na modalidade de ensino presencial, dividido em 10 (dez) períodos letivos ou também denominados de semestres letivos, sendo estes dimensionados em 20 (vinte) semanas com o mínimo de 100 (cem) dias letivos para cada decima parte. O processo avaliativo do conteúdo ministrado nos componentes curriculares será apurado em dois momentos do decorrer do período de aulas. Cada momento de culminância da avaliação da aprendizagem compreenderá um período letivo bimestral (BI). Cabendo prova final (PF) ao estudante que apresentar desempenho acadêmico insatisfatório na média das avaliações Bimestrais. Cabe ressaltar que os termos BI e PF são a representação do resumo apurado em cada um dos momentos do decorrer das atividades as quais terão um caráter de avaliação contínua e estruturado, detalhado nos planos de ensino e de aulas do docente responsável pela disciplina. O estudante que faltar a qualquer das verificações de aprendizagem ou deixar de executar as atividades avaliativas dispostas no planejamento de aulas, terá facultado o direito à segunda chamada ou adequação de nova data de entrega, apresentação e/ou novo período de coleta de dados desde que o requeira, em formulário padrão e documentos de comprovação em anexo estes protocolados junto a assistência estudantil, no prazo de até 2 (dois) dias úteis após o término do prazo de afastamento, desde que atenda ao enquadramento em uma das seguintes situações:
I- Problema de saúde (apresentar atestado médico);
II- Obrigações com o Serviço Militar (apresentar certificado de alistamento);
III- Pelo exercício do voto (apresentar o título de eleitor e comprovante de votação);
IV- Convocação pelo Poder Judiciário ou pela Justiça Eleitoral (apresentar ofício de convocação ou declaração de prestação do serviço);
V- Cumprimento extraordinário de horário de trabalho devidamente comprovado através de documento oficial da empresa (declaração da empresa quanto à jornada de trabalho extraordinária);
VI- Viagem, autorizada pelo IFPA, para representá-lo em atividades desportivas, culturais, de ensino ou pesquisa ou a serviço (documento específico);
VII- Acompanhamento de pessoa da família (cônjuge, pai, mãe e filho ou enteado) em caso de defesa da saúde (laudo médico do ente ou declaração de acompanhamento);
VIII- Falecimento de parente (cônjuge e parentes de primeiro grau), desde que a avaliação se realize num período de até oito dias corridos após a ocorrência (certidão de óbito).
Caberá à Coordenação de Curso emitir parecer de deferimento ou indeferimento do pedido.
RECUPERAÇÃO PARALELA
Quando o aluno não obtiver rendimento igual ou acima de 7 (sete) após instrumento de avaliação, o professor deverá proceder de acordo com a Resolução IFPA/CONSUP no944/2023 a qual estabelece que: O docente realizará atividades orientadas à(s) dificuldade(s) do estudante ou grupo de estudantes, de acordo com a peculiaridade da disciplina, contendo entre outros: I- Atividades individuais e/ou em grupo, como pesquisa bibliográfica, experimento demonstração prática, seminários, relatório, portfólio, provas escritas ou orais, pesquisa de campo, produção de textos;
II- Produção científica, artística ou cultural;
III- Oficinas;
IV- Entre outros.
O professor deverá, também, disponibilizar nas aulas o acesso a variadas formas de apresentação do conteúdo, que atenda as diferentes formas dos alunos assimilarem o conteúdo (escrito e ou audiovisual), incluindo a necessidade de qualificação do professor para a utilização dos materiais adaptados aos alunos com deficiência, que exigirá o atendimento especializado. O professor poderá contar com a atuação do NAPNE na recuperação paralela dos alunos que precisem de atendimento especializado.
APROVAÇÃO EM COMPONENTE CURRICULAR
O desempenho acadêmico nas avaliações de aprendizagem do estudante será registrado no Diário de Classe e lançado no sistema de gerenciamento acadêmico. O desempenho acadêmico do estudante em cada componente curricular será registrado por meio de nota dentro de uma escala numérica de 0 (zero) a 10 (dez), exceto para o componente curricular Atividades Complementares que será avaliado por conceito “Apto” ou “Inapto”. Quando necessário, poderão ser utilizadas até duas casas decimais no resultado do estudante. Para efeito de registro, o sistema de gerenciamento acadêmico promoverá o arredondamento do resultado do estudante. O discente será considerado aprovado quando obtiver média igual ou superior a 7,0 (sete). Contudo, mesmo obtendo a média, o discente só estará aprovado com frequência igual ou superior a 75% (setenta e cinco por cento) do total de horas de cada perído letivo, sndo vedado o abono de faltas.
O cálculo da média semestral de uma disciplina se faz da seguinte maneira:
MB = (1aBI + 2aBI) / 2 ≥ 7,0
AVALIAÇÃO FINAL EM COMPONENTE CURRICULAR
O estudante que obtiver Média Final (MF) menor que 7.0 (sete), deverá realizar prova final, que seguirá o formato detalhado no plano de disciplina e para efeito de mensuração deve-se aplicar a fórmula abaixo.
MF = (MB + PF) / 2 ≥ 7,0
Legenda:
MF = Média Final
MB = Média Bimestral
PF = Prova Final
Ao fim da avaliação final, a aprovação do estudante no componente curricular será dada pela Média Final, desde que esta seja maior ou igual a 7,0 (sete).
REPROVAÇÕES EM COMPONENTES CURRICULARES.
Caso a Média Final seja inferior a 7,0 (sete), o estudante será considerado reprovado no componente curricular. Ao estudante que não realizar a(s) atividade(s) de verificação da aprendizagem será considerado reprovado, devendo ser registrada a nota 0 (zero). O discente reprovado em até 2 (dois) componentes curriculares poderão dar prosseguimento aos estudos obrigando-se a cursar os componentes, em regime de dependência, em turmas e horários diferenciados do qual se encontra regularmente matriculado. Com aprovação do colegiado do curso e em casos excepcionais a dependência poderá ser ofertada em período letivo especial - PLE. O acadêmico reprovado em 03 (três) ou mais componentes curriculares ficará automaticamente reprovado no período letivo, devendo cursar no período letivo seguinte apenas os componentes curriculares em que ficou reprovado.
REGISTRO ACADÊMICO.
O sistema de gerenciamento acadêmico gerará o mapa com o resultado final contendo a carga horária total desenvolvida no período letivo, a nota final dos estudantes em cada componente curricular, o percentual de frequência e a respectiva condição obtida no período letivo, assim definido:
a) Aprovado (AP);
b) Reprovado por Nota/Conceito (RP);
c) Reprovado por Falta (RF);
d) Aproveitado (AE); e
e) Dispensado (DI).
TECNOLOGIAS DE INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO (TIC)
A grande razão de existir de uma escola / academia é a aprendizagem dos alunos, portanto se faz necessário que seja utilizado pelo corpo docente diferentes formas para ensinar e melhorar a qualidade dessa aprendizagem. O uso das diversas Tecnologias de Informação e comunicação (TIC) como recurso didático-pedagógico tem auxiliado de forma significativa as práticas pedagógicas, pois implica na utilização pelo professor de metodologias ativas na condução do processo ensino-aprendizagem, ou seja, haverá a necessidade de se trabalhar com certa contextualização, partir dos conhecimentos prévios dos alunos, considerando sua realidade cultural e social e, isso com certeza, favorece uma ampliação, transformação, dinamização, do processo ensino-aprendizagem de forma significativa e evolutiva tanto para o professor quanto para o aluno. Nesse sentido, o papel do professor é utilizar as TIC, de forma adequada, com o objetivos didáticos-pedagógicos bem definidos, ou seja, fazer uso delas, de forma intencional, como um instrumento que vai mediar o processo de aprendizagem, independentemente da área do conhecimento que o professor Trabalha. Nesse contexto, algumas disciplinas farão uso de TIC, através do aprendizado e utilização de softwares especializados para execução de algumas atividades planejadas, bem como para realização de estudos e pesquisas.
Pretende-se assim, inserir gradativamente o acadêmico nesse recurso tecnológico de forma a proporcionar-lhe a capacidade de ser protagonista na busca de informações necessárias em suas atividades acadêmicas e profissionais. Com isso, abaixo são listados exemplos de TIC e suas funcionalidades. SIGAA – Sistema Integrado de atividades acadêmicas; AltoQi Eberick – Cálculo e projetos estruturais em BIM; Autodesk AUTOCAD - Desenho assistido por computador de caráter vetorial; Autodesk REVIT – Assistencial de projetos de Construção Civil; Autodesk ROBOT ESTRUCTURAL ANALYSIS PROFESSIONAL – Análises estruturais avançadas em conformidade com fluxos de trabalho; Autodesk CIVIL3D – Desenhos, projetos e construção; FTOOL – Gráficos interativos de estruturas; Autodesk FUSION – Ferramenta CAD, CAM e CAE baseada em nuvem para desenvolvimento colaborativo de produtos; Excel – Cálculo e análise de dados; SAP2000 – CSI (Análise estrutural por elementos finitos); QS – Versão plena (Projeto de estruturas de concreto); Metálica 3D – Totalidade dos módulos (Projeto de estruturas de aço e madeira); MATLAB – Plataforma de interpretação e execução de algoritmos; PTC MathCad Prime – Modelagem matemática; Volare PINI – Orçamento de obras; MS Project – Planejamento de obras; SketchUp – Modelagem 3D; VisualG – Plataforma de interpretação e execução de algoritmos.
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